Ontem, dia 27 de maio, foi divulgado o relatório sobre o resultado do tesouro federal para o mês de abril de 2009. Para minha surpresa, apesar do registro de ter havido uma diminuição na arrecadação de impostos, ainda foi registrado um Superávit Primário de R$10,1 bilhões, bem maior que no mês anterior que foi de R$6,5 bilhões. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma diminuição.Voltando agora, para a Teoria do Descolamento 2.0, que afirma que Brasil, China e Índia começariam a se recuperar da crise antes dos EUA, entre outros motivos, por já manterem políticas anti-inflacionárias antes da crise, e agora terem "bala na agulha" para reativar seu crescimento.
Como a própria The Economist afirma, é preciso que o Brasil observe sua Política Fiscal e Monetária para que esse crescimento se torne amplo e sustentável. É necessário que o governo reinvista, ao menos uma parte deste dinheiro como forma de aquecer o mercado interno do país. Já em relação à Política Monetária, o Brasil já está no caminho certo, ainda precisa reduzir mais a Selic, mas já o fez.
Isso, somado ao fato de que a China já se tornou o maior parceiro comercial do Brasil, é o sinal de que o pior da crise já passou para nós. A questão agora, é voltar a crescer num ritmo normal. Alguns argumentam que a economia mundial não voltará a ser a mesma, enquanto o consumo nos EUA não voltar ao normal. Porém há sim, uma solução para este problema. Existem muitas lacunas deixadas pela contração americana e européia. Com a falta de crédito, essas economias não puderam ocupar esses espaços. E é aí, que está a grande oportunidade para economias como a brasileira, chinesa e indiana. Não que espere-se como essa crise, que os EUA deixem de ser Super-Potencia mundial, porém é sim, a oportunidade de diminuir o desnível entre as Economias Desenvolvidas e as grandes Economias em Desenvolvimento e com um baixo endividamento. Infelizmente, esta recuperação prevista, só está limitada a essas características, pois economias com alto grau de endividamento ou que não possuem um Consumo interno relevante, dependem mais da economia norte-americana, que ainda precisa de outros fatores para uma re-aceleração.



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