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RELAÇÕES POLÍTICO-ESTRATÉGICAS DA PARCELA SULAMERICANA PERTENCENTE À ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA SOB A PERSPECTIVA NEORREALISTA de Gustavo de Andrade Rocha é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-No Derivative Works 3.0 Brasil.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Cooperação Militar Brasil-França

Dia 27 de agosto o Brasil integrou ao seu conjunto de caças os últimos Mirrage 2000 entregues pela França. A entrega dos caças foi feita na data prevista pelo acordo de compra realizado entre os dois países.

O mais interessante foi a declaração do Ministro Nelson Jobim de que esta é a última "compra de prateleira" (nas palavras do ministro) que o Brasil realizará. Segundo ele, o país entrará numa fase de negociar como parceiro e não mais como um comprador. Nelson Jobim se referiu ao acordo de cooperação que está sendo firmado também com a França e a outros projetos de cooperação em curso. Jobim também afirmou que Lula e Sarkozy se reunirão no Brasil em dezembro para discutir questões relativas a cooperação militar.

Ainda segundo o ministro, este novo ciclo militar brasileiro não é causado por nenhum inimigo ou ameaça, e sim pela necessidade do Brasil proteger suas enormes riquezas (citou algumas como o aquífero Guarani, a região amazônica e o potencial energético).

O fato de o Brasil está se propondo a criar as bases para o desenvolvimento da tecnologia nacional para equipamentos de defesa é no mínimo a ser aplaudida. Primeiro, porque se isto for colocado em prática teremos enfim um grau de independência tecnológico-militar. Segundo que nós iremos estimular a indústria nacional, afinal a indústria bélica é além de outras coisas, extremamente lucrativa.

E de fato, a frase do ministro não poderia ser mais feliz quando explicou as razões para as ações: “Nós temos que nos lembrar que a América do Sul é a maior reserva de energia do mundo hoje, é a maior reserva de produção de alimentos e a maior reserva de água doce. Nós temos a Amazônia e o aquífero Guarani. Isto basta para que nós tenhamos capacitação”.

Fonte: InfoRel (http://www.inforel.org/)
Imagem: DefesaNet (http://www.defesanet.com.br/

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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Coréia do Norte reativa projeto de reator nuclear



O programa norte-coreano que havia sido desativado em função de promessas dos Estados Unidos, entre elas a de retirar o nome do país da lista dos países que apoiam o terrorismo.

O governo de Pyongyang afirma que as promessas não vinham sendo cumpridas, portanto deixou de cumprir sua parte no acordo. Em junho os coreanos haviam destruído uma torre de resfriamento, fundamental para o processo de beneficiamento nuclear, e tinha sido interpretado como um forte sinal de compromisso dos governantes do país.


Agora o processo de aproximação com a Coreia do Norte terá de ser reiniciada. Quem mais irá sofrer com essa quebra de acordo é a população norte-coreana que vem sofrendo com a falta de alimentos e o alto índice de desemprego. Entre as promessas dos americanos estavam a derrubada das barreiras comerciais impostas ao país e um pacote de ajuda humanitária.


Os países vizinhos ganhariam muito com a aproximação com a Pyongyang, especialmente a irmã, Coreia do Sul, que vem a mais de uma década num processo lento e gradativo de aproximação. Independentemente do acordo com os EUA, os coreanos ainda mantém ativa a construção de uma ferrovia entre as duas capitais, especialmente como um símbolo de uma futura unidade.


Vamos esperar os próximos acontecimentos e torcer para que o acordo seja retomado ou um novo acordo seja estabelecido.

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