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RELAÇÕES POLÍTICO-ESTRATÉGICAS DA PARCELA SULAMERICANA PERTENCENTE À ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA SOB A PERSPECTIVA NEORREALISTA de Gustavo de Andrade Rocha é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-No Derivative Works 3.0 Brasil.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Novamente, Coréia do Norte

Voltando a falar no assunto que está tão em alta na mídia, a atual tensão no cenário político internacional causada pelos testes da Coréia do Norte, pretendo expor neste tópico, novos problemas e a relação dessa "crise" com o Brasil.

Primeiro, vamos falar da nossa perspectiva. Apesar de muito distante da Coréia do Norte, o Brasil, que tem a ambição de se tornar um dos Líderes Globais, estava em via de estabelecer a primeira embaixada em Pyongyang. A estratégia do Brasil era, e ainda é, estabelecer além dos laços diplomáticos, conexões de Comércio Bi-lateral com o país. Isso, para tentar ganhar importância na região. O que é bem simples de entender, visto que o país da península coreana praticamente não possui parceiros comerciais. A intenção brasileira continua existindo, sofrendo apenas um adiamento por tempo indeterminado.

Não é apenas um negócio político para o Brasil, tendo em vista as dificuldades norte-coreanas para abastecer a população com alimentos e a posição brasileira no mercado alimentício. Apesar de tratar-se de um país pobre, com pouco poder aquisitivo, as compras são governamentais, então possui uma escala considerável, o que seria interessante para qualquer fornecedor, além do fato que tudo sinalizava, antes dos testas, para uma possível ajuda econômica ao país. Porém é impossível negar, que para o Brasil, o maior interesse seria ganhar importância na região, para poder opinar em rodadas de negociação de um possível tratado de paz, ou mesmo de uma sonhada reconciliação.

Porém o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, se viu forçado a recuar devido ao teste nuclear e aos lançamentos de mísseis de curto alcance em direção ao Mar do Japão. O Diplomata que assumiria o cargo de Embaixador, o Sr. Arnaldo Carrilho, fica em Beijing até segunda ordem. Essa é a nossa deixa para falar dos novos fatores que pioraram ainda mais a imagem da Coréia do Norte perante a Comunidade Internacional.

Ontem, a Coréia do Sul, após se reunir com diversos aliados, anunciou que interceptaria navios que fossem suspeitos de carregar suprimentos para armas de destruição em massa. Com essa atitude de Seúl, Pyongyang anunciou que qualquer navio seu, que fosse interceptado, seria considerado um ato de guerra do vizinho, e que a resposta seria um poderoso ataque militar. É preciso lembrar, que apesar do apoio chinês e russo ter diminuído, o Estado norte-coreano depende, e muito, da China e da Rússia.

Com tudo isso, uma fonte oficial de Moscou informou à Agências de Notícias que a Rússia já toma providencias, temendo uma possível guerra nuclear. Uma possibilidade improvável, porém é uma precaução compreensível devido ao tamanho do potencial destrutivo de tal evento.

Com tudo isso, a Bolsa de Seúl vem reagindo mal, devido ao nervosismo dos investidores. O que num período de crise, pode deixar país numa situação ainda pior, mesmo que não haja nenhum ataque.

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