Enquanto o presidente afirma que "a liberdade é um presente de Deus", que já seria irônico em si, ainda surge uma declaração vinda de um congressista americano sobre a eleição do primeiro muçulmano no congresso do país como uma ameaça a valores tradicionais.
Será que um país que impõe sua vontade ao mundo, e não respeita de fato as diferenças culturais(especialmente religiosas) podem ser chamados de "Terra da Liberdade"?
Enquanto isso, a Coreia do Norte, famosa pelo seu regime fechado e por um recente lançamento teste nuclear entregou hoje à China documentos que continha detalhes sobre o seu programa nuclear. Isto foi feito com intuito de dar prosseguimento ao acordo de suspensão às sanções impostas a eles pelos EUA. Também foi dito por George W. Bush que há a possibilidade de retirar o país da lista de países que apoiam o terrorismo. Tudo isso foi conseguido com a construção de "uma" bomba nuclear. Tudo indica ter sido a "única" que eles puderam construir com seus escassos recursos. Em troca da bomba, terão um bloqueio econômico mais rígido do que o de Cuba suspenso, e terá uma possibilidade maior de aproximação com sua irmã sulista rica.
Interessante essa negociação. O que uma ameaça de ataque nuclear a segunda economia mundial, aos Tigres Asiáticos e a China não faz.
Ironias a parte, o que é mais interessante nisso é a possibilidade de aproximação das Coreias. Elas são extremamente complementares, se a aproximação for feita da forma correta, poderemos ver uma nova grande potencia surgir (tecnologia e capital do sul com mão-de-obra abundante e barata do norte) as possibilidades serão imensas.

RELAÇÕES POLÍTICO-ESTRATÉGICAS DA PARCELA SULAMERICANA PERTENCENTE À ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA SOB A PERSPECTIVA NEORREALISTA de Gustavo de Andrade Rocha é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-No Derivative Works 3.0 Brasil.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Enquanto isso, na "Terra da Liberdade"...
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terça-feira, 24 de junho de 2008
Hoje veículos de informação transmitiram notícia de que um foguete foi lançado da Faixa de Gaza contra o sul de Israel. No mesmo dia, a notícia de que o Governo Israelense condenou publicamente o fato.
Todos sabemos que a questão entre Israel e os Palestinos está longe de ser resolvida, porém pouco sabemos sobre a questão de fato. Acontece que cada um dos lados tem argumentos e fundamentações que são omitidos na maioria das notícias e textos a respeito da região. Por exemplo, que a maior reivindicação dos Palestinos é ter de volta as propriedades que lhes foram tiradas durante sua transferencia para a instalação do estado de Israel. Ou que a população de origem palestina que é cidadã do estado israelense cresce exponencialmente. Uma questão um pouco mais conhecida, é a disputa por Jerúsalem, que ambos reclamam ser indivisível e de sua "propriedade".
Uma possível solução para o conflito seria a criação de um estado Laico(sem religião) onde israelenses e palestinos tivessem o mesmo direito. Para isto, ambos iriam abrir mão, os judeus do estado religioso, e os palestinos de suas posses anteriores a criação do estado de Israel.
Falar numa solução não é tão utópico quanto parece. Já houve períodos de convivencia pacífica na região, como o período inicial do tutorado britânico por exemplo. Obviamente não pode-se achar que qualquer caminho viável seria fácil.
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Todos sabemos que a questão entre Israel e os Palestinos está longe de ser resolvida, porém pouco sabemos sobre a questão de fato. Acontece que cada um dos lados tem argumentos e fundamentações que são omitidos na maioria das notícias e textos a respeito da região. Por exemplo, que a maior reivindicação dos Palestinos é ter de volta as propriedades que lhes foram tiradas durante sua transferencia para a instalação do estado de Israel. Ou que a população de origem palestina que é cidadã do estado israelense cresce exponencialmente. Uma questão um pouco mais conhecida, é a disputa por Jerúsalem, que ambos reclamam ser indivisível e de sua "propriedade".
Uma possível solução para o conflito seria a criação de um estado Laico(sem religião) onde israelenses e palestinos tivessem o mesmo direito. Para isto, ambos iriam abrir mão, os judeus do estado religioso, e os palestinos de suas posses anteriores a criação do estado de Israel.
Falar numa solução não é tão utópico quanto parece. Já houve períodos de convivencia pacífica na região, como o período inicial do tutorado britânico por exemplo. Obviamente não pode-se achar que qualquer caminho viável seria fácil.
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