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RELAÇÕES POLÍTICO-ESTRATÉGICAS DA PARCELA SULAMERICANA PERTENCENTE À ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA SOB A PERSPECTIVA NEORREALISTA de Gustavo de Andrade Rocha é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-No Derivative Works 3.0 Brasil.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal pretende aposta na Língua Portuguesa como arma diplomática



Hoje, às 15:34 (horário de Lisboa), o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal disse que o Governo Português propõe um reforço diplomático no mundo para fortalecer politicamente o país. A aposta do ministro e do presidente português está na Língua Portuguesa e nos países que tem o "Português" como língua oficial.

Ressaltaram ainda a importância do engajamento dos diplomatas portugueses espalhados pelo mundo em prol da internacionalização da economia portuguesa.


A matéria completa está no Diário IOL Portugal, no endereço <http://diario.iol.pt/politica/governo-diplomacia-cavaco-luis-amado-portugues/961134-4072.html>.


Eis aí uma oportunidade para o desenvolvimento das relações Lusofônicas fora do âmbito cultural-linguístico. Não que esta não seja importante, mas não estimula tanto a participação quanto as oportunidades econômicas e comerciais. Melhor ainda, neste caso que uma será "gancho" e a outra "catalisadora".


Pena que "não" somos a maior economia de língua portuguesa no mundo!!!


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domingo, 8 de junho de 2008

O que falta para Pernambuco?


Ao ler os jornais de Pernambuco, fica fácil perceber que estamos vivendo um momento muito bom para a economia. Investimentos são anunciados em vários setores, o governo tem feito sua parte para alavancar economicamente o estado e há um clima de otimismo pragmático em todo lugar que se olhe.


Porém, sem querer ser pessimista, corremos o risco de ver o trem do desenvolvimento passar e não pegarmos nem uma carona sequer. Isto devido ao baixo investimento em educação e capacitação profissional do nosso estado. Não por culpa exclusiva do governo, mas da cultura profissional vigente por aqui.


Por um lado, temos os estudantes de ensino superior e os diplomados que ainda não aprenderam que o investimento em cursos de capacitação, especialização e atualização não são "produtos supérfluos" e sim "de primeira necessidade". Deixamos em muito a dever para os nossos colegas de outras regiões em termos de capacitação extra-acadêmica, acreditando que o diploma universitário será o portal mágico para a carreira profissional.
Por outro, vemos os investimentos sendo instalados em torno de Suape, dos demais Pólos Produtivos do estado e dos Paraísos turísticos sem que gerem o chamado "efeito renda" por causa do baixíssimo nível de educação das comunidades periféricas a essas regiões. Este problema é tão grave, que as próprias empresas estão aos poucos assumindo o papel de criar meios de qualificação da mão-de-obra local para conseguir cumprir a lei que regulamenta a participação local nos recursos humanos dos empreendimentos.

O primeiro problema, diz respeito a conscientização sobre formação profissional, e só depende de nós do meio acadêmico para mudar a situação. Não estou dizendo que o curso universitário seja pouco ou menos importante, pelo contrário, este não deve, nem pode ser considerado um "profissionalizante de luxo". O segundo, exige um esforço conjunto da sociedade (estado, empresas e sociedade civil) em função de desenvolver a mão-de-obra. Os primeiros passos já foram dados, CEFET na região de Suape, mais uma instituição de educação técnica-profissional particular também na região e a posição do governo de reestruturar a rede de educação técnica do estado. Obviamente os benefícios de investimentos em educação não poderão ser sentidos de imediato, visto o descaso que sofreu por quase uma década, mas é crucial para o crescimento expressivo e sustentável.


Assim, quem sabe recuperamos de fato o título de "Leão do Norte"!


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