
Após o clímax da crise do mercado imobiliário norte-americano, podemos chegar a duas conclusões.
Primeiro, que o Liberalismo está exorcizado da economia mundial. O capitalismo precisará encontrar outros arcabouços teóricos para reger seus sistemas e pensamentos.
Segundo, o Brasil vai sofrer os impactos da crise, porém em comparação com a situação dos EUA, Europa e Ásia, serão apenas reflexos, grandes, porém apenas reflexos do que outros países estão sofrendo.
- O mundo comprará menos, por isso apesar da alta do dólar, não é uma boa situação para os exportadores;
- O crédito internacional está caro e escasso, por isso quem precisa utilizar as taxas de juros do mercado externo de crédito, estará em péssimos lençóis;
- Provavelmente haverá inflação no mercado interno causada pelo aumento dos preços das importações, e para combater a inflação o BC deverá aumentar a taxa básica de juros. Isto criará um péssimo ambiente para o consumo e para os investimentos.
O governo vem tentando diminuir o impacto da crise sobre o consumo dos brasileiros, afirmando que as contas correntes estarão seguras e que as pessoas podem continuar comprando. Diferente dos EUA, nós compramos com pouco crédito (acreditem, comparativamente é verdade...). Se a demanda no mercado interno continuar estável, os efeitos da crise e da recessão norte-americana serão bem menores do que se parássemos de comprar.
Voltando à "morte" do liberalismo. Os americanos foram obrigados a ceder e adotar planos semelhantes aos da Europa, onde os governos passaram a adquirir percentagens das instituições financeiras. A ideia surgiu no Reino Unido e foi imediatamente copiada pela Alemanha e França.

RELAÇÕES POLÍTICO-ESTRATÉGICAS DA PARCELA SULAMERICANA PERTENCENTE À ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA SOB A PERSPECTIVA NEORREALISTA de Gustavo de Andrade Rocha é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-No Derivative Works 3.0 Brasil.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Sobre a Crise Financeira...
Marcadores:
Crise Americana,
Wall Street
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