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RELAÇÕES POLÍTICO-ESTRATÉGICAS DA PARCELA SULAMERICANA PERTENCENTE À ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA SOB A PERSPECTIVA NEORREALISTA de Gustavo de Andrade Rocha é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-No Derivative Works 3.0 Brasil.

sábado, 23 de maio de 2009

Voltando a falar de Crise


Já virou cliché falar de crise aqui no Brasil. Seja criticando a postura do governo, seja comentando aspectos negativos ou dos pequenos sinais de recuperação, há uma sensação de que não existem notícias realmente novas.

Porém, será que tudo sobre a crise está sendo noticiado no Brasil?

Há uma tendência de pensarmos que a crise está nos afetando profundamente. De que o momento não é favorável.

Mas isso é verdade?

Realmente, a crise nos atingiu, mais do que era "calculado", surpreendendo até mesmo a respeitadíssima The Economist, que havia lançado uma teoria chamada "Descolamento" em tradução livre. Porém eles não estavam de todo errado, realmente, devido ao pequeno endividamento do Brasil, Índia e China, estes foram menos afetados, porém mais do que se imaginava.

Recentemente, a The Economist lançou uma "Teoria do Descolamento 2.0". A teoria se baseia no fato que Brasil mantinha a demanda interna reprimida por uma alta taxa básica de juros e os novos dados de crescimento chineses. Fatores que foram subestimados até o momento.

Pois é, amigos, a Teoria do Descolamento está viva. E é essa linha de pensamento que afirma que Brasil, Índia e China vão se recuperar primeiro da crise, e estamos no princípio desse fenômeno. As empresas não podem manter reduzidos estoques por muito tempo, a oferta de crédito já está se recuperando, ou seja, as principais barreiras que poderiam conter o desenvolvimento nesses países, somado ao afrouxamento das políticas contra a inflação, existe uma tendência de retomada. Segundo o texto da The Economist, esses fatores ainda não são suficientes para um impacto significativo nos EUA.

Outro fator, favorável ao Brasil, é que antes da crise, as exportações já haviam diminuído, o que significa que a economia estava menos dependente naquele momento do Comércio Internacional. Porém a reação chinesa, aumentou a demanda por commodities, o que favorece diretamente o Brasil, maior exportador desse tipo de produtos do mundo.

É importante ressaltar, que a Crise ainda não passou! Porém, a teoria indica que o processo de recuperação está sendo iniciado nesses países.

Segundo a The Economist, para tornar esse crescimento sustentável, a China precisa substituir os investimentos Estatais que está realizando por consumo privado (minha opinião pessoal: óbvio) e que os outros deveriam estar atentos às suas respectivas políticas monetárias (conjunto de políticas de controle da oferta de moeda, como controle da taxa de juros, produção de moeda, emissão/compra e venda de títulos públicos, regulação da taxa de redesconto e regulação sobre o crédito privado).

Você já leu isso em alguma revista ou viu em algum jornal da TV? Pois é!


P.S.: Tentei deixar o texto o mais acessível possível. Espero que tenha conseguido, pois falar de um artigo da The Economist sem usar jargões econômicos e internacionalistas é bem complicado.

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