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RELAÇÕES POLÍTICO-ESTRATÉGICAS DA PARCELA SULAMERICANA PERTENCENTE À ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA SOB A PERSPECTIVA NEORREALISTA de Gustavo de Andrade Rocha é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-No Derivative Works 3.0 Brasil.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Queda na produção de trigo na Argentina e os Reflexos no Brasil


Chega a ser irônico.

Com a seca na Argentina, e a sua produção de trigo comprometida, o Brasil precisa negociar com Paraguai e Uruguai o aumento da comercialização do produto em grãos.

Mesmo juntos, Paraguai e Uruguai não conseguem suprir a demanda brasileira pelo grão. A produção Argentina destinada ao Brasil girava em torno dos quatro milhões de toneladas, enquanto devido à crise deverá ser de no máximo dois milhões.

Restará ao Brasil, que demanda cerca de 12,93 milhões de toneladas de trigo, importar o que faltar dos EUA, Canadá e a Rússia. Mas para importar desses países é necessário pagar TEC(Tarifa Externa Comum) de 10% sobre o preço do produto. Enquanto o trigo dos nossos vizinhos pertencentes ao MERCOSUL são livres de tarifa.

Importar da Rússia também tem outro inconveniente além da TEC, apesar das medidas sanitárias do país, a qualidade do grão é considerada inferior em relação aos EUA e Canadá.

A tendência, é que haja um aumento no preço do trigo e seus derivados aqui no Brasil. Resta a nós, consumidores, torcer que o aumento não seja totalmente repassado ou que o aumento não seja tão grande devido ao reforço uruguaio e paraguaio.

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