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RELAÇÕES POLÍTICO-ESTRATÉGICAS DA PARCELA SULAMERICANA PERTENCENTE À ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA SOB A PERSPECTIVA NEORREALISTA de Gustavo de Andrade Rocha é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-No Derivative Works 3.0 Brasil.

domingo, 13 de julho de 2008

QUARTA FROTA


Recentemente recriada, a quarta frota da marinha norte-americana foi motivo de espanto para todos nós sul-americanos, brasileiros, principalmente nós, internacionalistas.
Qual razão justificaria que os Estados Unidos da América re-ativar uma frota em uma região consensualmente pacífica justamente num contexto como presente? A resposta é NENHUMA. Os americanos simplesmente passaram a desvalorizar oficialmente a antiga-nova frota, fazendo parecer que é apenas uma unidade burocrática para cooperação estratégico-militar.

Esta última quarta-feira houve uma reunião entre os Senadores Cristovam Buarque(PT-DF) Eduardo Suplicy(PT-SP), Pedro Simon(PMDB-RS) e João Pedro(PT-AM) conversaram com o Embaixador dos Estados Unidos no Brasil Clifford Sobel e ouviram exatamente isso. Segundo o embaixador a Quarta Frota servirá apenas como um instrumento administrativo para facilitar os exercícios militares conjuntos e promover maior interação.

Interessante isso ter acontecido exatamente após a criação do Unasul, do anúncio das novas jazidas da Petrobrás e da entrada da Venezuela no MERCOSUL. É preciso que mesmo após as declarações de que não haverá navios postados no Atlântico Sul e que a frota contará apenas com 120 homens baseados na Flórida, tomar cuidado para que não haja aos poucos a criação de um instrumento de intimidação no nosso quintal.

Isto serve como alerta para nós, especialmente o Brasil. Temos que parar com o sucateamento de nossas forças armadas, de tratá-las como uma ameaça eterna à Democracia e transformá-la num instrumento efetivo de proteção de nossa Liberdade e Soberania. Sucatear as forças armadas não apaga o passado, porém revitalizá-las irá nos dar proteção contra possíveis ameaças que sem dúvida surgirão.

1 comentários:

. disse...

Além desses poços de petróleo, podemos até colocar também a amazônia na questão do biodiesel! Como diz meu tio, os gringos vão querer que a nossa Amazônia seja internacionalizada custe o que custar. E o que fazemos? Nada...

Parabééns,guuga! Esse era um dos post que eu queria comentar, mas você colocou muito bem!

Bjooos!