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RELAÇÕES POLÍTICO-ESTRATÉGICAS DA PARCELA SULAMERICANA PERTENCENTE À ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA SOB A PERSPECTIVA NEORREALISTA de Gustavo de Andrade Rocha é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-No Derivative Works 3.0 Brasil.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Recado do presidente da Ilha...

Santiago(Cuba), 27 de Julho de 2008. Local e data da comemoração dos 55 anos de revolução cubana contra o governo ditatorial de Fulgêncio Batista. Também foi a ocasião em que Raul Castro usou para dar um recado aos Estados Unidos e para preparar o povo cubano contra os efeitos da crise mundial dos alimentos na ilha.

Durante 48 minutos na segunda maior cidade da ilha Raúl, ao invés de anúnciar um pacote econômico internacionalmente esperado, falou da crise do Petróleo e dos Alimentos enfatizando os efeitos que sofreriam no país, disse que a crise já havia sido sentida em outros países em desenvolvimento. "A revolução fez e vai continuar fazendo para continuar os avanços e reduzir ao mínimo possível as inevitáveis consequencias das crises internacionais sobre nosso povo. Mas precisamos explicar as dificuldades e assim prepará-los para lidar com elas".

Aos EUA Castro disse que não descuidará da defesa, independentemente o resultado das eleições norte-americanas. Simbolicamente, o discurso foi proferido do quartel-general da revolução "quartel militar de Moncada".

Pelo visto, ao contrário do que a mídia vem fazendo parecer, o governo cubano não está dando sinais de fraqueza após a renúncia de Fidel, muito menos o presidente Raúl Castro tem a pretensão de abrir as comportas de Cuba precipitadamente. Ao contrário, Raúl sinaliza uma abertura lenta e gradual da economia. Porém resta saber o quanto os Estados Unidos omitirão o bloqueio ainda existente contra a ilha.
Quanto ao recado aos ilhéus, surpreende a confiança do governante em relação ao povo. Em que outro país um presidente anunciaria abertamente consequencias de uma crise sem medo de ser derrubado do governo? O fato do atual governo ser considerado uma ditadura aumenta ainda mais este fato, já que a falta de liberdade gera insatisfações que nem sequer precisam de mais razões para se manifestar. O que leva a um pensamento: Será que a maioria do povo cubano está insatisfeito com a "revolução"(como eles costumam chamar o governo)?

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