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RELAÇÕES POLÍTICO-ESTRATÉGICAS DA PARCELA SULAMERICANA PERTENCENTE À ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA SOB A PERSPECTIVA NEORREALISTA de Gustavo de Andrade Rocha é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-No Derivative Works 3.0 Brasil.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Comentando a Rodada de Doha...



"Uma maratona sobre ovos".




Essa deve ser a sensação de negociar na rodada de Doha!




Ao passo que ninguém quer realmente ceder, todos querem adquirir benefícios para a economia que representam e a opinião pública alheia à guerra de nervos instalada na rodada critica "sem dó nem piedade" seus representantes. Aqui no Brasil outros ministros ainda engrossam as fileiras da opinião pública insinuando à mídia a incompetência de seu colega da pasta de Relações Exteriores.


Porém, assim como nosso chanceler Celso Amorim, os participantes desta rodada de negociação sabem perfeitamente que não podem agir de forma diferente, pois correm o risco de ceder mais do que podem se abrir a mínima brecha. Isto pois não se trata de uma simples reunião entre compadres, mas de equipes chefiadas pelos seus respectivos ministros de relações exteriores, tratando de política de baixa densidade(Low Politics) porém em altíssimo nível, pois afetará todo um país (ou bloco).


Para diminuir os impasses, os integrantes da rodada adotaram o método de diminuir o número de países negociando para 7 durante à tarde, mantendo os 30(aproximadamente) pela manhã. O princípio é simples, com menos negociadores, os assuntos correm mais fluidamente. Porém alguns países que ficaram de fora já manifestaram insatisfação, como a Suíça e a Argentina.




Enquanto isso, até agora nós, do Brasil, ouvimos uma proposta dos EUA e uma da Europa. A primeira simplesmente não teria efeito prático nenhum. A proposta europeia por outro lado, é um princípio para abrir negociações.




A proposta americana trata de diminuir o montante máximo para os subsídios na legislação Norte Americana. Porém esta redução não é nada mais do que simbólica, visto que os EUA nunca chegaram a dar este valor(o que viria a ser máximo com a redução).




A segunda proposta, trata-se de uma abertura (restrita) do mercado europeu ao Etanol brasileiro. Não é uma proposta ideal, mas o suficiente para o princípio de negociações. Celso Amorim, ministro das relações exteriores do Brasil, não manifestou euforia com a proposta, o que mostra o amadurecimento da nossa diplomacia.




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